terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dias Contados (poesia) Gabriel de Sousa (poeta2811)


DIAS CONTADOS
(poesia)

Gabriel de Sousa
(poeta2811)

Solidão e tédio, tédio e solidão
Oco e esvaziado, esvaziado e oco
Desaparecer e ficar, ficar e desaparecer
Sensação estranha, estranha sensação
O relógio da vida, a vida num relógio
Tic-tac tic-tac Tic-tac tic-tac
Quanto faltará para ele parar?

Amigos que me escaparam
Familiares que se afastaram
De todos agora sinto falta
Tic-tac tic-tac Tic-tac tic-tac
Quanto faltará para ele parar?

E os que partiram para sempre
Sem um último e derradeiro olhar
Será que os voltarei a encontrar?
São os únicos cuja imagem guardo
Como se tivessem estado sempre a meu lado
Tic-tac tic-tac Tic-tac tic-tac
Quanto faltará para ele parar?

Não me preparei para a solidão
E cada vez me sinto mais só
Tic-tac tic-tac Tic-tac tic-tac
Quanto faltará para ele parar?

Quando deixará ele de contar os dias
Desta caminhada sem regresso
Tic-tac tic-tac Tic-tac tic-tac
Sinto que ele está quase a parar!
Relógio da vida, único que não se pode atrasar
Tic-tac tic–tac Tic-tac tic-tac
Tragam uma velha corda para me enforcar!

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