terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Poço... Jorge Filholini

Poço
Jorge Filholini
Perto de lá tem um abismo
salto o corpo no precipício
em primeira vista é um orifício
pulsa o sangue adormecido.
Será o fim?
Bate o vento na face,
rasga a pele como navalha
por que em mim?
Falta fôlego para lembrar
a discrepância do passado
derramada no ermo e escuro fundo
não fujo do temido purgatório


e aprofundo-me...
Me...
Me...
Me...
Me...

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