terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma...Maria Kátia Saldanha


UMA
Maria Kátia Saldanha
Uma crepitante chama
Revolveu apagado coração
O que era relva seca
Verdejou em raiz paixão


Nestas distantes paragens
Onde ardia plena solidão
Adentras-te em reserva
Nos campos em extinção

Já não há como fugir
Deste fogo encarnado
Onde fagulhas esta a incendiar
Um corpo antes apagado

O vento alastra este amor
Abrindo as corportas do rio
Reflorestando flores mortas
Vitalizando solo quase infertil

Para além do chão destino
Em vale fesco de tom real
Aponta uma arcorizada chuva
Para o amor que se torna imortal.

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