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| SELVAGEM Maria Kátia Saldanha |
Preso está uma selvagem
Que corre em sentido vertigionoso
Sem freios, sem arreios, sem parametros no dorso.
Que corre em sentido vertigionoso
Sem freios, sem arreios, sem parametros no dorso.
Em galope desenfreado desliza o infido
Cavalga constelações, rasgando em furia
As impenetraveis irreais fronteiras
Reproduz estrelas noturnas,
Resfolega ao beiral de abismos
Seu pelo negro espande-se em céu revolto
Lança a crina com tenaz liberdade.
Cavalga constelações, rasgando em furia
As impenetraveis irreais fronteiras
Reproduz estrelas noturnas,
Resfolega ao beiral de abismos
Seu pelo negro espande-se em céu revolto
Lança a crina com tenaz liberdade.
Nos seus alados voos descerra templos sagrados
Buscando a destruição do seu destino
Eleva sua selvageria a deuses celtas.
Em disparo louco,
cobre montanhas e rochedos.
Nos rios dispersa seu furor
que o queima aprisionado,
deixa correr no leito inquieto
suas ferraduras que aprisonavam.
Buscando a destruição do seu destino
Eleva sua selvageria a deuses celtas.
Em disparo louco,
cobre montanhas e rochedos.
Nos rios dispersa seu furor
que o queima aprisionado,
deixa correr no leito inquieto
suas ferraduras que aprisonavam.
Selvagem galopa espumando pelas narinas
todo horror vivido em guilhotina,
qual chama em fogo encobre e serpenteia
retirando sua endoidecida cela quente,
nos flancos livres, submerge nos cristais poentes
seus olhos peregrinos criam brilho,
traspassa o mar em selva aberta
desarma-se do cabresto, segue em liberdade a voar.
todo horror vivido em guilhotina,
qual chama em fogo encobre e serpenteia
retirando sua endoidecida cela quente,
nos flancos livres, submerge nos cristais poentes
seus olhos peregrinos criam brilho,
traspassa o mar em selva aberta
desarma-se do cabresto, segue em liberdade a voar.


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