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FOLHAS PARDAS Maria Kátia Saldanha 14/12/2008 |
Criei docemente em folhas pardas,
um céu de nuvens azuis,
com coloridos carneirinhos
se formando no corrido caminhar
das palhetas, arcoirizando o pincel.
um céu de nuvens azuis,
com coloridos carneirinhos
se formando no corrido caminhar
das palhetas, arcoirizando o pincel.
Procurei no céu uma rota do seu perdido olhar,
Mas,a tonalidade fugiu, busquei no tempo
e claros como ondas do mar
seu mirar no quadro ficou
com traços de um brejeiro.menino
Mas,a tonalidade fugiu, busquei no tempo
e claros como ondas do mar
seu mirar no quadro ficou
com traços de um brejeiro.menino
Uma mãe serra, na tela, de grutas e vales criei
Em iluminado oceano, vi você chegar
E o relógio sem mansidão correu, e não esperou,
E o tempo regeu, em aquarela, um só coração
Em iluminado oceano, vi você chegar
E o relógio sem mansidão correu, e não esperou,
E o tempo regeu, em aquarela, um só coração
O tempo retrocedeu, e o sangue em tinta firmou
Um amor que não teve adeus, refiz suas cores
Reflorestei meu valores, arrestei as folhagem
que se alastravam em tons escuros.
Um amor que não teve adeus, refiz suas cores
Reflorestei meu valores, arrestei as folhagem
que se alastravam em tons escuros.
Revivi as pinturas dos quartos,
redistribui as disposições dos quadros,
para o tom natural do sol, com seu brilhar
naqueles cómodos penetrar e naturalmente clarear .
redistribui as disposições dos quadros,
para o tom natural do sol, com seu brilhar
naqueles cómodos penetrar e naturalmente clarear .
Meu casarão do mesmo jeito ficou,
não pintei, nem janelas e portas,
os vidros dos basculhantes, iluminei
como vitrais envelhecidos, como as antigas capelas,
espionagem familiar histórica, ali meu pincel deixei,
em fervor vi, revi: meus pais, minhas crianças, meu amor.
não pintei, nem janelas e portas,
os vidros dos basculhantes, iluminei
como vitrais envelhecidos, como as antigas capelas,
espionagem familiar histórica, ali meu pincel deixei,
em fervor vi, revi: meus pais, minhas crianças, meu amor.
As cores da palheta,pouco a pouco se extinguia
mas, era tão grande alegria, que vi nova aurora
no horizonte, sozinha se pintar, beleza igual não há.
mas, era tão grande alegria, que vi nova aurora
no horizonte, sozinha se pintar, beleza igual não há.
Minha folha parda, se fez colorida
cada passagem, sorridente ou dolorida,
Ali sem receios, todos os anseios se retratou,
E..seu retrato em meu peito tatuou,
O que me resta? E uma colcha pintada,
em delicados retalhos que o tempo não apagou.
cada passagem, sorridente ou dolorida,
Ali sem receios, todos os anseios se retratou,
E..seu retrato em meu peito tatuou,
O que me resta? E uma colcha pintada,
em delicados retalhos que o tempo não apagou.
A tela sou eu,
registrando tudo que fui, ou gostaria de ter sido
Não sou mestra na arte da vida.
Só pincelo, o que me resta, de vida
registrando tudo que fui, ou gostaria de ter sido
Não sou mestra na arte da vida.
Só pincelo, o que me resta, de vida

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