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CONCHAS |
Rara pérola de um amor sem fim
Não fora ela cultivada por mãos humanas
Nasceu, sem profanar, bem no fundo do mar
Eram conchas em aberto mar criadas,
Abriu-se em rompante destino
Em ondas que o mar verdeja,
Em mantos manteu segredos
Do amor que em pérola em mim formou
Em tranquila concha me mantive guardada
À pensar estar salva do amor,
Em meio as ostras e sargaços permaneci
Para as pérolas do amor meu coração
Não atingir, nem alcançar...Então,
Atirei-me nas profundezas do mar sem fim
Mas, a vida não é terra, e tão pouco mar adormecidos
É plena... seja de névoas ou rochedo revolto
Nas conchas retranquei e tranquei-me ao amor
De nada adiantou...ele me encontrou
À deriva agora estou...nas tormentas do amor
Maria Kátia Saldanha
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