Vitral
Henrique Alvez
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Penso, logo existo
Existo, logo sinto
Sinto, logo sofro
Sofro, logo minto
Minto, logo morro
Morro logo durmo
Durmo logo sonho
Sonho logo viajo
Viajo logo o encontro
E ao encontrar-te
logo o vejo
Rosto de vitral
Multicolor
Da cor da minha dor
Multiforme
De minha vida, meu senhor
E é ao contemplar a hórrida superfície
Que percebo o quão incógnito é o ser
O quão lúcido é o sofrer
E o quão desnecessário é o viver
Pois se a vida é feita de boas lembranças
Quando o verei em meio a flores
Nesse tempo sem valores
Onde para sempre se foi a esperança?
Que recordações trago comigo?
E que se vê nesse espelho de cores?
Apenas cores.
Mas de que adianta as cores
Se sozinhas se encontram?
Seu terno contexto foi perdido
Seu desejo foi para sempre rompido
E para nada mais podem dar qualquer sentido.
É nesse rosto
Rosto de vitral
Janela multicolor
Mas sem nenhuma cor
Que apenas enxergo a escuridão
De uma vida perdida
Que mesmo envolta à cores
Só consegue aguardar a própria partida.
Existo, logo sinto
Sinto, logo sofro
Sofro, logo minto
Minto, logo morro
Morro logo durmo
Durmo logo sonho
Sonho logo viajo
Viajo logo o encontro
E ao encontrar-te
logo o vejo
Rosto de vitral
Multicolor
Da cor da minha dor
Multiforme
De minha vida, meu senhor
E é ao contemplar a hórrida superfície
Que percebo o quão incógnito é o ser
O quão lúcido é o sofrer
E o quão desnecessário é o viver
Pois se a vida é feita de boas lembranças
Quando o verei em meio a flores
Nesse tempo sem valores
Onde para sempre se foi a esperança?
Que recordações trago comigo?
E que se vê nesse espelho de cores?
Apenas cores.
Mas de que adianta as cores
Se sozinhas se encontram?
Seu terno contexto foi perdido
Seu desejo foi para sempre rompido
E para nada mais podem dar qualquer sentido.
É nesse rosto
Rosto de vitral
Janela multicolor
Mas sem nenhuma cor
Que apenas enxergo a escuridão
De uma vida perdida
Que mesmo envolta à cores
Só consegue aguardar a própria partida.
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