NÃO TENHO VERSOS...
Maria Kátia Saldanha
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Não tenho versos, e se os tivessem
que acresentaria a alguém?...
Teço palavras, acabrunhadas
Como um fado cantado por ninguém!
Nestas linhas sem simetria
Como pode haver poesia;
As curvas andam comigo
Sem lógica neste vai e vem.
Tenho gasto as reservas,
Da aprendiz que fui um dia,
Deixaram-me em barco solitário
Diante de tanta sabedoria.
Nesta conversão descampada,
Com tantas telhas envidraçadas
Tento o mundo com olhos entender
As lições dos dias imprevistos.
Escondida na minha terra
Fugia das intrigas feito lebre
Nas aberturas que dispunha
Escondia-me entre as folhagem
que acresentaria a alguém?...
Teço palavras, acabrunhadas
Como um fado cantado por ninguém!
Nestas linhas sem simetria
Como pode haver poesia;
As curvas andam comigo
Sem lógica neste vai e vem.
Tenho gasto as reservas,
Da aprendiz que fui um dia,
Deixaram-me em barco solitário
Diante de tanta sabedoria.
Nesta conversão descampada,
Com tantas telhas envidraçadas
Tento o mundo com olhos entender
As lições dos dias imprevistos.
Escondida na minha terra
Fugia das intrigas feito lebre
Nas aberturas que dispunha
Escondia-me entre as folhagem
Da mais alta árvore
Bastou um segundo para crescer
E na mente o passado alegre viver
Daquele tempo uma flor divinal
Construiu todo meu sonhar
Embalada pelo seu canto envolvente
Percorria seus sonhos sem saber
Dessa vela sagrada caminhada
Despertei, quando na terra sua luz apagou
Foi acompanhar seu menino
Que sem esperar a vida levou
Sei que o procura nos vales e fendas
Sendo mãe, seus olhos ali se apagou
Não posso voltar no tempo
Nem reescrever outro destino
Mas, se for do seu desejo
Voarei para seus braços alviçareiros.
Sei...que as vezes me acha menina
Bastou um segundo para crescer
E na mente o passado alegre viver
Daquele tempo uma flor divinal
Construiu todo meu sonhar
Embalada pelo seu canto envolvente
Percorria seus sonhos sem saber
Dessa vela sagrada caminhada
Despertei, quando na terra sua luz apagou
Foi acompanhar seu menino
Que sem esperar a vida levou
Sei que o procura nos vales e fendas
Sendo mãe, seus olhos ali se apagou
Não posso voltar no tempo
Nem reescrever outro destino
Mas, se for do seu desejo
Voarei para seus braços alviçareiros.
Sei...que as vezes me acha menina
Mais desperta a escondida mulher
Quando sua raiz, sementeia minhas veias,
A menina, por seu amor, vira flor-mulher
Quando sua raiz, sementeia minhas veias,
A menina, por seu amor, vira flor-mulher
Não sou poeta amor...só sei ser seu cantado fado de amor.

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