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| DISTRITO FEDERAL Sandra Fayad |
E promover a integração
Em busca de segurança,
Chefes da nossa nação
Conceberam-me no papel,
Que amarelou na gaveta.
“Quase me transformei em gel”.
Em momento de lampejo
Batizaram-me: Projeto!
Encorpei-me e respondi:
“Projeto não! Sou mais que isso”.
Do meu povo aceitei ser Sonho
Com sobrenome Esperança,
Esperança de Sertanejo.
Cresci rápido dentro da pança,
Para alegria dos camponeses.
Nasci branco, mulato, negro,
Em menos de 60 meses;
Fiquei marrom de tanto pó,
E espalhei-me perto do céu.
Levei pedradas e abanos
De gente que não me conhece,
Que do horizonte não desfruta,
E a lua no meu corpo não vê
Quando o sol nascente acontece.
Cheguei aos cinquenta anos
Candango como minha gente:
Gente que de amor me abastece,
É no cerrado boa semente:
Resiste, frutifica, cresce!
Fartura de minh'alma contente.
(Direitas Autorias: Lei nº 9.610/98)

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