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O Velho e o Trem (Jorge Filholini) |
Polia o assento com sua calça
Sentado permaneceu a viagem inteira
Só o fluxo humano a seu lado era mutável
Observava o lá fora
Movimentava-se rápido
Assim como as àrvores que acenavam um adeus
Ele retribuía com sorrisos
Na sua frente,
sentava carteiro, pedinte, poetas, músicos, domesticas
Uma criança, velhos, assim como ele, e belas damas cheirosas e bem vestidas.
Todos como todo ser humano:
Tinham uma história
E precisavam recitar à alguém!
Ouvia com atenção seus relatos
Outras vezes eram falsos cognatos e ele bochechava
Encantos e conselhos eram oferecidos gratuitamente
Cobrava apenas uma boa conversa
Um diálogo prosaico
Alienado
Amoroso
Sentimental
Eles o consultava e
Ele os diagnosticava
Tudo para deixá-lo na paz consigo
É o velho do trem, que vai e volta
No balançar dos trilhos
sempre se encontra sentado.
à espera de uma conversação
Ou companhia para solidão.
Sentado permaneceu a viagem inteira
Só o fluxo humano a seu lado era mutável
Observava o lá fora
Movimentava-se rápido
Assim como as àrvores que acenavam um adeus
Ele retribuía com sorrisos
Na sua frente,
sentava carteiro, pedinte, poetas, músicos, domesticas
Uma criança, velhos, assim como ele, e belas damas cheirosas e bem vestidas.
Todos como todo ser humano:
Tinham uma história
E precisavam recitar à alguém!
Ouvia com atenção seus relatos
Outras vezes eram falsos cognatos e ele bochechava
Encantos e conselhos eram oferecidos gratuitamente
Cobrava apenas uma boa conversa
Um diálogo prosaico
Alienado
Amoroso
Sentimental
Eles o consultava e
Ele os diagnosticava
Tudo para deixá-lo na paz consigo
É o velho do trem, que vai e volta
No balançar dos trilhos
sempre se encontra sentado.
à espera de uma conversação
Ou companhia para solidão.

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