segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Esperança (décimas) Gabriel de Sousa(poeta2811)


ESPERANÇA (décimas)
Gabriel de Sousa
(poeta2811)

«A esperança é semelhante
Às miragens do deserto
Sempre de nós tão distante
Quando a julgamos tão perto»
Elisabete Roque


ESPERANÇA
(décimas)

1

A esperança que aí vem
Pode até ser moderada
E um pouco mitigada,
Não é condão de ninguém
Mas feliz de quem a tem.
Pode durar um instante,
Aparecer de rompante,
É sonho que se desloca,
Um calor que sufoca:
A esperança é semelhante.

2

Nunca a devemos perder,
Ela é bálsamo da vida
Mesmo quando é sofrida,
Só ela nos faz viver,
Nossas dores esquecer…
Cada vez julgo que acerto
E de coração aberto
E mesmo ansiedade,
Comparo-a de verdade
Às miragens do deserto.

3

Um oásis verdadeiro
Virá alegrar a vida
Que é por vezes tão dorida.
Bem-estar a tempo inteiro
Com Natal desde Janeiro.
Caminhemos adiante,
Gozando cada instante,
Seja sonho ou utopia,
Não estará esse dia
Sempre de nós tão distante.

4

Com ela quero viver,
Todo o tempo a esperar,
Sem poder adivinhar.
É a última a morrer,
Razão do nosso querer.
Tanto futuro incerto
E sentimento desperto!
Tanta boca a sorrir,
Tanta esperança a fugir
Quando a julgamos tão perto.

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