segunda-feira, 29 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Uma Cadeira...Maria Kátia Saldanha
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UMA CADEIRA |
Sento-me numa cadeira qualquer
Há licor nas cristaleira com taças
Seja acaso, hora de decidir
Com interno descrédito, vou impingir
Imprevistos foi-me impôsto
Volto sem piedade pelo antigo intinerário
Tenho vínculos viceral
Nesta andança que irei talhando
Vou suprindo estas saudades
Entre um ou outro suspiro
Solapo as sagas que desampara
Este últimos tempos de aqui viver
Soçobro sem quantitavo o que deixei
Abro, com receio, alguma gavetas
Entre as grossas teias que invadem
Removo, emocionada....
Tudo que o tempo não levou
Continuo sentada....
As lembranças não param
Toco a cadeira que estou sentada
Viajando, igualmente, por toda minha sala
Em que quadrado me deixaram...
Se só soube andar em terreno largo
Essa realidade triste, não me atrai
Volto sempre...em acordado sonho
Ao meu lar que sempre amei
Tudo se acaba um dia
As rachaduras das paredes inexistentes
Noto...que todas são minhas
Na aparente e externa figura
Ser algum as vê
Não se acaba o amor por uma terra
Onde sentia verdadeira alegria
O que me cabe nestes longos dias
Só eu, sentada... a outra cadeira vazia.
Maria Kátia Saldanha
Há licor nas cristaleira com taças
Seja acaso, hora de decidir
Com interno descrédito, vou impingir
Imprevistos foi-me impôsto
Volto sem piedade pelo antigo intinerário
Tenho vínculos viceral
Nesta andança que irei talhando
Vou suprindo estas saudades
Entre um ou outro suspiro
Solapo as sagas que desampara
Este últimos tempos de aqui viver
Soçobro sem quantitavo o que deixei
Abro, com receio, alguma gavetas
Entre as grossas teias que invadem
Removo, emocionada....
Tudo que o tempo não levou
Continuo sentada....
As lembranças não param
Toco a cadeira que estou sentada
Viajando, igualmente, por toda minha sala
Em que quadrado me deixaram...
Se só soube andar em terreno largo
Essa realidade triste, não me atrai
Volto sempre...em acordado sonho
Ao meu lar que sempre amei
Tudo se acaba um dia
As rachaduras das paredes inexistentes
Noto...que todas são minhas
Na aparente e externa figura
Ser algum as vê
Não se acaba o amor por uma terra
Onde sentia verdadeira alegria
O que me cabe nestes longos dias
Só eu, sentada... a outra cadeira vazia.
Maria Kátia Saldanha
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
MISÉRIA (décimas )Gabriel de Sousa
MISÉRIA
(décimas)
|
Até custa acreditar
Ver tanta gente a sofrer;
Dá vontade de chorar
Por nada poder fazer.
Manuel Groca Piteira
MISÉRIA
(décimas)
I
Há tanta fome no Mundo
Tanta riqueza esbanjada
Tanta gente revoltada
Com sofrimento profundo
A viver num meio imundo.
Tanta gente a suspirar
P’la morte que vai chegar
Eles nem foram crianças
Nunca tiveram esperanças
Até custa acreditar
II
Morte p’ra eles é um “bem”
Mas leva tempo a chegar.
Passam a vida a penar
Sem carinho de ninguém
Por vezes sem pai nem mãe
Sofrem desde o sol nascer
Até o dia morrer.
Nada está a melhorar
E a nós custa olhar
Ver tanta gente a sofrer
III
À pobreza envergonhada
Gostaria de oferecer
Roupas e pão p’ra comer
(Quase se sente culpada
De viver assim sem nada)
Dêem-me armas p’ra lutar
E esta injustiça acabar
Senão serei impotente
E ao olhar esta gente
Dá vontade de chorar
IV
Cabe a cada um de nós
Na nossa Vila ou Cidade
Lutar pela igualdade
Erguendo a nossa voz
Por quem sofre tanto a sós
(Assim não poderá ser
Tanta gente a querer morrer)
Lutemos todos p’lo Bem
P’ra não sofrermos também
Por nada poder fazer.
Gabriel de Sousa
Oração do Dia!!!
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ORAÇÃO DO SENHOR DO BONFIM |
Meu Senhor do Bonfim que sobre as águas andastes, hoje estais entre o cálice e a hóstia consagrada.
Treme a terra mas não treme o coração do nosso Senhor Jesus Cristo no altar - treme o coração dos meus inimigos.
Quando para mim olharem eu os benzo em cruz e eles não benzem a mim.
Entre o Sol e a Lua e as estrelas e as pessoas da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo.
Na travessia avisto os meu inimigos, meu Deus o que eu faço com eles?
Com o manto da virgem Maria Santíssima sou coberto, com o sangue do nosso Senhor Jesus Cristo sou valido.
Se quiserem me atirar, água pelo cano da arma ha de correr, assim como correu o leite do peito de Maria Santíssima para a boca do seu adorado filho
E outras armas que para mim levantarem ficarão suspensas no ar e não mim atingirão
Assim como ficou Maria Santíssima no pé da cruz esperando seu bendito filho.
Corda que em mim botar nos pés ha de cair, porta que me trancar ha de se abrir
Assim como se abriu o sepulcro do Nosso Senhor Jesus Cristo para ele subir aos céus.
Salvo fui, salvo sou e salvo serei, com a chave do Santíssimo Sacrário me fecharei. (3x).
Amém.
OBS: Em situação de perigo, diga em pensamento as ultimas frases.
(Salvo fui...etc.)
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
SER SOLIDÁRIO...(DÉCIMAS) Gabriel de Sousa
No nosso bem entender
Nem que seja uma lembrança
Há que dar e receber”
Anónimo
1
Tens sempre de semear
Tens sempre de semear
P’ra depois poder colher
E não te faltar comer.
P’lo futuro tens de olhar,
Sem nunca desanimar.
O Mundo corre e avança
Como uma alegre criança
Pelas ruas da cidade,
Nunca temendo a idade
Se houver sempre esperança.
2
Anos trazem sofrimento
2
Anos trazem sofrimento
Mas há que aguentar,
Deixar o tempo passar.
Logo que chegue o “momento”,
Partirás sem um lamento.
Ninguém irá esquecer
A vontade e o querer
Com que todos ajudaste,
A forma como amaste
No nosso bem entender.
3
Tudo o que puderes dar,
Tudo o que puderes dar,
Seja amor ou amizade,
Dinheiro ou boa vontade,
Ou fazer alguém sonhar
Que a Paz vai perdurar,
Que quem corre sempre alcança
E fazer bem nunca cansa,
Alegra o coração
E todos de ti terão
Nem que seja uma lembrança.
4
Lembrarão quem foi honesto
Lembrarão quem foi honesto
E (sem ter dinheiro a rodos)
Soube repartir por todos,
Sempre com um ar modesto,
Simplicidade no gesto,
Muita vontade e querer.
Do nascer até morrer,
Pratiquemos sempre o bem:
- Mesmo sem olhar a quem,
Há que dar e receber!
Gabriel de Sousa
Gabriel de Sousa
terça-feira, 23 de setembro de 2014
ACABUNHADA... Maria Kátia Saldanha
ACABRUNHADA |
Sou uma mulher sertaneja e acabrunhada.
Este mundo me tornou avessa a familiar festejo.
E meu falar são versos tristes e vazio,
Sou tremulamento solitária
E faço de um tudo para na minha tapera estar.
Mas tu surgiu do nada com voz melosa
Descalço, com o teu passo de lebre,
Com teus cabelos esbranquiçados...
E a mulher acabrunhada emudeceu mais ainda,
sem nada entender, num resquício de alegria...
A súbita, e dolorosa alegria de uma mulher esquálida
tão inútil que nem as sabiás gorjeiam neste agreste espantalho.
Maria Kátia Saldanha
sábado, 20 de setembro de 2014
MARIA DO MAR ...Maria-do-Mar (A NOSSA FILHA )...JOAQUIM AFONSO
MARIA DO MAR... Maria-do-Mar (A Nossa Filha) |
Queria-te amar loucamente na areia da praia .
O Sol, curioso, talvez invejoso, não adormecia ...
Pudicamente, tua nudez com algas encobrias,
cada vez que. o astro no horizonte despertava ....
As ondas suaves, beijavam teus níveos pés.
Dizias que eram somente beijos do Mar ...
Como posso lutar com tais rivais :
Sol e Mar, cortejando teu corpo de sereia ?
Deixei-te partir suavemente, mar adentro,
até que a sétima, a impura onda te beijou.
O Sol no horizonte, rubro de raiva se quedou,
tão ciumento, ou mais, muito mais quanto eu .
Voltaste , voluptuosa, nua-impura, me disseste,
grávida e virgem, mas, pelo mar fecundada .
E foi na areia quente e fina da praia,
depois que o sol flamejando se escondeu,
que nossa filha, Maria-do-Mar nasceu .
Diz a Lenda que filhas do Mar,
a ele, numa noite de estrelas irão voltar.
Por tanto sofrer, por tanto a amar,
matei as estrelas , matei o Sol e o Mar !
Hoje , somente há luar .
JOAQUIM AFONSO
SEM RUMO... Maria Kátia Saldanha
SEM RUMO... |
Sigo sem rumo pelo mundo afora, com alma ensimesmada
Por pontes quebradiças, rios pedregosos e mares tempestuosos
Por ruas, vielas sem saída numa estrada rompida,
Vou por aí, em busca dos porquês......
Sigo esperando que novo dia traga calma esperada,
Um sol sem nebulosidade, um não atordoante amanhecer...
Busco em outras fases um sorriso amigo, ou aquele último que dei na partida
Deixado em outra fase de olhos rasos d'água...sem o levante da mão, nem mirada
Não fui de tudo enigmática, me entreguei sem saber nada,
Mais as pessoas que me cercam não são as mesmas da volta,
Como uma estranha fui embarcada em barco sem vela,
Almas ignomínias, que a vidas a elas nada revela.
Contudo, ainda que sem rumo te procuro....buscando-o
Foste tu o que a vida me deu de melhor... revelando-o
Sendo a via que caminho seja obscura, e escolhida sem prévia opinião
Espero que a noite caía para seguir caminhado e contigo sonhando.
Maria Kátia Saldanha
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
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