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Aniversário de Salvador
29/03/2011 – 462 anos
Parabéns a Salvador!
Parabéns aos soteropolitanos! |
A cidade completa 462 anos e só quem conhece a cidade para dizer o quanto Salvador é uma cidade especial.
Salvador (fundada como
São Salvador da Bahia de Todos os Santos[7]) é uma
cidade brasileira,
capital do
estado da
Bahia e primeira capital do
Brasil. Os habitantes são chamados de
soteropolitanos,
gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o
grego:
Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador", composto de Σωτήρ ("salvador") e πόλις ("cidade").
Situada na
microrregião homônima, Salvador é uma
metrópole nacional com mais de 2,6 milhões de
habitantes, sendo a cidade mais populosa do
Nordeste, a terceira mais populosa do
Brasil e a oitava mais populosa da
América Latina (superada por
São Paulo,
Cidade do México,
Buenos Aires,
Lima,
Bogotá,
Rio de Janeiro e
Santiago).
[8] Sua
região metropolitana, conhecida como "
Grande Salvador", possui 3.574.804 habitantes (
IBGE/
2010)
[9], o que a torna a terceira mais populosa do
Nordeste, sétima do
Brasil e uma das 120 maiores do
mundo.
[10] É classificada pelo
IBGE em comparação com a
rede urbana das outras cidades brasileiras como um centro metropolitano nacional. A superfície do município de Salvador é de 706,8 km² (fonte:
IBGE), e suas
coordenadas, a partir do marco da fundação da cidade, no
Fortaleza de Santo Antônio, são 12° 58' 16'' sul e 38° 30' 39'' oeste
[2]. Centro econômico do estado, é também
porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico.
A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia, inclusive por moradores do próprio estado. Também já recebeu alguns
epítetos, como o de "
Capital da Alegria", devido aos enormes festejos populares, como o
seu carnaval, e "
Roma Negra", por ser considerada a
metrópole com maior percentual de
negros localizada fora da
África.
Salvador é também sede de importantes
empresas regionais, nacionais e internacionais. Foi em Salvador onde surgiu a
Odebrecht, que, em 2008, tornou-se o maior
conglomerado de empresas do ramo da
construção civil e
petroquímica da
América Latina, com várias unidades de
negócios em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e diversos
países do
mundo.
[11] Além de empresas, a cidade sedia também muitos eventos, organizações e instituições, como a
Universidade Federal da Bahia (melhor do Nordeste e a 16º da América Latina
[12] e a brasileira que mais melhorou nos últimos dois anos
[13]) e a
Escola de Administração do Exército Brasileiro.
História de Salvador:
Em
1536, chegou à região o primeiro donatário,
Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei
Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de
Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em
Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na
Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de
Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.
Em
29 de Março de
1549 chegam, pela Ponta do Padrão,
Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações: três
naus, duas
caravelas e um bergantim, com ordens do rei de
Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada
do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.
Com o
governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo
salários; entre eles o primeiro
médico nomeado para o
Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o
farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos
militares, degredados, e
fidalgos, além dos primeiros
padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao
Reino o envio de noivas. Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a
notícia de que o substituto estava a caminho: "
Vedes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa,
Duarte da Costa foi o
governador-geral do Brasil, chegou a
13 de Julho de
1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o filho Álvaro, jesuítas como
José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os
colonos.
Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até
1572, também contribuiu com uma grande
administração.
A cidade foi invadida pelos
neerlandeses em
1598,
1624-
1625 e
1638. O
açúcar, no
século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século a
Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A
Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do
Brasil até
1763.
Em
1809,
Marcos de Noronha e Brito, o conde dos Arcos, iniciou sua administração, a qual foi muito benéfica à cidade. Em
1812 ele inaugurou o
Teatro São João, onde mais tarde
Xisto Bahia cantaria suas
chulas e
lundus, e
Castro Alves inflamaria a plateia com os maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.
Em
1912 ocorre o
bombardeio da cidade, causado pelas disputas entre as lideranças oligárquicas na sucessão do governo: é destruída a Biblioteca e Arquivo, perdendo-se de forma irremediável importantes documentos históricos da própria cidade.
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